Perfume Laguna - Salvador Dalí


Perfume Laguna, de Salvador Dalí
Perfume Laguna, de Salvador Dalí

O primeiro dos muitos perfumes concebidos por Salvador Dalí foi uma homenagem à sua mulher e musa inspiradora, Gala. Lançada em 1983, a fragrância foi batizada simplesmente como Dalí, um chypre floral formulado a partir dos aromas do jasmim e da flor preferida de Gala, a rosa. Foi a primeira vez que um perfume foi lançado em associação ao nome de uma celebridade, tática que tornou-se corriqueira a partir de então e perdura até os dias de hoje.

O icônico frasco foi esculpido pelo próprio artista surrealista, tendo como inspiração sua tela Apparition du Visage de l’Aphrodite de Cnide. A partir da face de Afrodite, Salvador Dalí selecionou seu nariz e lábios para que pudessem traduzir a singularidade e sensualidade de suas fragrâncias, e se tornassem a marca registrada de toda a sua linha de perfumes. A primeira versão de Dalí foi produzida em frascos de cristal, em edição numerada e limitada, como ocorre com obras de arte.

O perfume Laguna, de Salvador Dalí, foi criado em 1991, pelo perfumista Mark Buxton. Trata-se de um floral frutado, em cuja composição entram abacaxi, ameixa, pêssego e tangerina, aromas refrescantes que constituem as notas de cabeça ou de saída (top notes). As notas de coração ou de corpo (middle notes) são florais, compostas por íris, jasmim, rosa e lírio do vale. As chamadas base notes, notas de fundo, são representadas pelo patchouli, âmbar, baunilha, almíscar e cedro.


Perfume Laguna, de Salvador Dalí
Perfume Laguna, de Salvador Dalí

Em 2010, foi lançada a versão Laguna Maravilla, que possui a mesma composição olfativa de Laguna, no entanto, mais fresca e concentrada. O exótico frasco mantém sua forma tradicional, mas apresenta a transparência e a luminosidade dos mares que banham os paraísos tropicais.

Quando comprei este perfume, o Laguna original, para presentear a minha mãe, muitos anos atrás, não fazia ideia de como seria sua fragrância. Estava hipnotizado pela beleza do frasco, pela tridimensionalidade de uma escultura que, por sua vez, remetia a uma tela espetacular, de um artista inspirador. Uma reprodução da pintura de Dalí, com a face da Afrodite de Knidos, por sinal, está estampada na embalagem do perfume.

Imagino que eu tenha experimentado o aroma na loja, mas nem me lembro direito do fato. Acho que o levaria mesmo se detestasse o perfume. Até hoje, não sei ao certo se minha mãe gostou da fragrância. Ela a usa muito raramente. De minha parte, contento-me em namorar a escultura do frasco e sua belíssima coloração das águas do Pacífico.

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