Orquídeas e Cores




É inegável o fascínio que as cores das flores de orquídeas exercem sobre o homem. Desde que foram descobertas e descritas por Teofrasto, na Grécia Antiga, as orquídeas vêm sendo manipuladas pelos cultivadores para que mais e diferentes cores surjam em suas florações.

Neste quesito, devemos salientar que é cada vez mais frequente o surgimento de orquídeas coloridas artificialmente no mercado. É o caso da hedionda orquídea azul, Phaleaenopsis Blue Mystique. Sempre alvo de controvérsias, ainda hoje há quem acredite que a cor desta Phalaenopsis azul é natural. Para piorar as coisas, têm surgido outras orquídeas tingidas com uma ampla gama de colorações berrantes, tais como pink, laranja e verde.

Mas voltando às orquídeas naturais, uma cor que chama bastante a atenção dos colecionadores é a da orquídea vermelha. São poucas as orquídeas que exibem naturalmente esta tonalidade. Na maioria dos casos, orquídeas vermelhas são produzidas em laboratório, através de cruzamentos controlados. Inúmeros híbridos famosos vêm sendo obtidos, todos com belíssimas florações escarlates. A principal espécie responsável por transmitir a rara coloração vermelha a seus descendentes é a Sophronitis coccinea.

Um pouco mais comuns de serem encontradas, mas igualmente belíssimas, são as orquídeas em tons alaranjados. Existe uma orquídea laranja de porte compacto, de colorido bastante interessante. Novamente, a maioria das flores nesta coloração são produzidas por orquídeas híbridas. A espécie Epidendrum fulgens, por sua vez, ocorre naturalmente no litoral brasileiro e apresenta flores em uma grande variedade de tons alaranjados.

Embora frequentemente confundidas com orquídeas coloridas artificialmente, as diferentes variedades de Cymbidium e Denphal esverdeadas são naturais. Como se não bastasse, suas pétalas e sépalas esverdeadas podem ser mescladas com diferentes tons de vermelho, amarelo e vinho, resultando em belas combinações de cores.

Um pouco mais abundantes são as orquídeas amarelas. Nesta categoria, temos orquídeas famosas, como a célebre orquídea chuva de ouro. Além dela, as opções são variadas. Existem belos representantes nos gêneros Dendrobium, Cymbidium, Cattleya e seus híbridos, etc.

Digna de nota é a orquídea Phalaenopsis vinho, outra cor não tão comum neste gênero de orquídeas. Neste caso, novamente, tratam-se de orquídeas híbridas, frutos de sucessivos cruzamentos que buscam obter as mais interessantes variações de vinho em suas florações. Existem, atualmente no mercado, diversas mini Phalaenopsis com as mais diferentes colorações e padrões. Também nesta interessante tonalidade vinho, temos o Cymbidium híbrido. Outra orquídea que exibe um belíssimo tom de vinho, bem fechado, é a famosa orquídea chocolate, o Oncidium Sharry Baby 'Sweet Fragrance'.

A grande maioria das orquídeas apresenta a típica coloração magenta ou púrpura, como é o caso da clássica Cattleya walkeriana. Esta cor é tão icônica que foi eleita pela Pantone como cor do ano de 2014, a orquídea radiante.

Seleção de Plantas para o Halloween


Suculenta Negra, Cacto Monstruoso, Suculenta Teia de Aranha e Planta Fantasma
Suculenta Negra, Cacto Monstruoso, Suculenta Teia de Aranha e Planta Fantasma

Em um primeiro momento, estas plantas não têm nada de assustadoras. São suculentas bastante ornamentais, mas chamam a atenção pelos nomes populares que carregam. Em conjunto, formam um ótimo time para incrementar uma decoração de Halloween. A imagem que abre este artigo é uma fotomontagem, mas nada impede que abóboras reais ou decorativas sejam usadas como cachepots para realçar a beleza destas plantas fantasmagóricas.

Da esquerda para a direita, começamos com a suculenta negra, a famosa Echeveria 'Black Prince'. Para saber mais sobre cada planta desta seleção de Halloween, basta clicar nos respectivos links, que redirecionarão aos artigos no blog Orquídeas no Apê. Existem, na natureza, poucas plantas com uma coloração tão escura, o que lhes confere um ar de mistério e exclusividade. A suculenta 'Black Prince' fica cada vez mais negra à medida que recebe mais luminosidade.

A seguir, temos o cacto monstruoso. Neste caso, não se trata de um apelido. Existe uma classificação científica para designar uma forma anômala de crescimento, que ocorre principalmente em cactáceas. No exemplo acima, temos a Opuntia montacantha monstruosa. Em sua forma tradicional, este cacto tem o aspecto das palmas que habitam regiões áridas. Na forma monstruosa, fica completamente diferente, emitindo novos brotos por todos os lados. 

A suculenta teia de aranha talvez seja a mais emblemática planta para esta época de Halloween. Vista de perto, ela realmente parece coberta por várias camadas de teias de aranha, como aqueles móveis de casarões abandonados há séculos. Seu nome científico é Tradescantia sillamontana, sendo uma exceção suculenta no gênero Tradescantia, predominantemente composto por folhagens ornamentais, tais como a trapoeraba roxa, Tradescantia pallida purpurea.

Por fim, temos ninguém menos que a planta fantasma! Não se trata de uma espécie rara ou exótica. O Graptopetalum paraguayense é uma suculenta bastante comum no cultivo doméstico, sendo até menosprezada pelos colecionadores. Mas é de uma beleza única, de facílimo cultivo e crescimento acelerado. Sua coloração pálida empoeirada é, de fato, fantasmagórica, sendo uma valiosa adição ao espírito decorativo inspirado no dia das bruxas.

A Festa das Cerejeiras


Sakura - Flor de Cerejeira
Sakura - Flor de Cerejeira

Todos os anos, durante um curto período de poucos dias, o desabrochar de uma flor torna-se o centro das atenções, ganhando uma série de festejos em várias partes do mundo. A homenageada é a sakura, a flor da cerejeira.

O costume de apreciar e reverenciar a floração das cerejeiras remonta a uma época anterior ao Japão feudal, muito antes de surgirem os primeiros samurais. Em 710 d.C., durante a Era Nara da história japonesa, os nobres já dedicavam um tempo apenas à contemplação do desabrochar da sakura, em um festejo denominado hanami.

A festa das cerejeiras não somente atravessou os séculos como também espalhou-se para várias partes do mundo. Aqui no Brasil, os eventos dedicados à observação desta belíssima floração concentram-se no final do inverno, início da primavera. 

Há mais de 40 anos, imigrantes japoneses trouxeram mudas de cerejeiras para o Brasil, plantando na cidade de São Paulo o maior bosque de sakura do país. São 1.500 árvores do gênero Prunus serrulata, de três diferentes variedades: 'Ikiwari', 'Okinawa' e 'Himalaya'. Após um longo processo de aclimatação, o bosque das cerejeiras vem florescendo todos os anos, pontualmente nos meses de julho e agosto, proporcionando um espetáculo memorável a quem comparece ao festival.

A Festa das Cerejeiras é organizada anualmente pela Federação Sakura e Ipê do Brasil, entidade sem fins lucrativos responsável pela manutenção do bosque. Periodicamente, são trazidos especialistas do Japão para a verificação do estado de saúde das árvores, que sofrem mais devido às diferenças climáticas e ao ataque de pragas.