Um chaveiro minimalista, difícil de se perder


Chaveiro minimalista
Chaveiro minimalista

Eu costumava carregar um molho abarrotado de chaves. Do carro, da trava de segurança, do portão principal, corrente, portão lateral, porta de entrada, chaves do trabalho e algumas que eu já nem fazia ideia de onde haviam surgido. Além do incômodo provocado pelo volume e peso do trambolho, ainda passava minutos preciosos procurando cada chave, na hora de usá-la. Se estivesse sendo perseguido por um maníaco, estaria perdido.

O fato de termos nos mudado para um apartamento reduziu consideravelmente o número de chaves a serem carregadas. Eu, basicamente, tenho apenas uma, a da porta da entrada principal. Deixei de dirigir, já há muitos anos, e trabalho em casa. Portanto, tive a inenarrável felicidade de depender de apenas uma chave para carregar no dia a dia. Um minimalismo que vai além do material, ainda que tenha ocorrido de forma involuntária, fruto da junção de várias mudanças de vida.

O único porém é que torna-se muito mais fácil perder uma única chave. Para evitar este problema, acoplei este chaveiro de design italiano, em forma de peixe, esculpido em uma peça maciça de alumínio. Particularmente, acredito que o charme deste objeto esteja na frugalidade do animal escolhido. Não se trata de um golfinho ou um peixe glamouroso. Parece mais algo saído da peixaria, que está na bancada da cozinha esperando ser assado.

Por sua aparência única e devido à alta densidade do material, este chaveiro é ideal para pessoas distraídas e esquecidas, como eu. É bastante fácil achá-lo dentro da bolsa, apenas através do tato, já que tem um formato peculiar. E onde quer que eu vá, sempre acabam me perguntando de onde é este chaveiro. Confesso que não me lembro do local onde o comprei, mas é minha companhia inseparável há anos.