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Seleção de Plantas para o Halloween


Suculenta Negra, Cacto Monstruoso, Suculenta Teia de Aranha e Planta Fantasma
Suculenta Negra, Cacto Monstruoso, Suculenta Teia de Aranha e Planta Fantasma

Em um primeiro momento, estas plantas não têm nada de assustadoras. São suculentas bastante ornamentais, mas chamam a atenção pelos nomes populares que carregam. Em conjunto, formam um ótimo time para incrementar uma decoração de Halloween. A imagem que abre este artigo é uma fotomontagem, mas nada impede que abóboras reais ou decorativas sejam usadas como cachepots para realçar a beleza destas plantas fantasmagóricas.

Da esquerda para a direita, começamos com a suculenta negra, a famosa Echeveria 'Black Prince'. Para saber mais sobre cada planta desta seleção de Halloween, basta clicar nos respectivos links, que redirecionarão aos artigos no blog Orquídeas no Apê. Existem, na natureza, poucas plantas com uma coloração tão escura, o que lhes confere um ar de mistério e exclusividade. A suculenta 'Black Prince' fica cada vez mais negra à medida que recebe mais luminosidade.

A seguir, temos o cacto monstruoso. Neste caso, não se trata de um apelido. Existe uma classificação científica para designar uma forma anômala de crescimento, que ocorre principalmente em cactáceas. No exemplo acima, temos a Opuntia montacantha monstruosa. Em sua forma tradicional, este cacto tem o aspecto das palmas que habitam regiões áridas. Na forma monstruosa, fica completamente diferente, emitindo novos brotos por todos os lados. 

A suculenta teia de aranha talvez seja a mais emblemática planta para esta época de Halloween. Vista de perto, ela realmente parece coberta por várias camadas de teias de aranha, como aqueles móveis de casarões abandonados há séculos. Seu nome científico é Tradescantia sillamontana, sendo uma exceção suculenta no gênero Tradescantia, predominantemente composto por folhagens ornamentais, tais como a trapoeraba roxa, Tradescantia pallida purpurea.

Por fim, temos ninguém menos que a planta fantasma! Não se trata de uma espécie rara ou exótica. O Graptopetalum paraguayense é uma suculenta bastante comum no cultivo de suculentas, sendo até menosprezada pelos colecionadores. Mas é de uma beleza única, de facílimo cultivo e crescimento acelerado. Sua coloração pálida empoeirada é, de fato, fantasmagórica, sendo uma valiosa adição ao espírito decorativo inspirado no dia das bruxas.

Arte floral no gelo - Azuma Makoto




Azuma Makoto tem apenas 41 anos e já é considerado um dos maiores artistas florais do Japão. Além de ser um inspirado florista, ele vai além e transforma seus arranjos em instalações complexas e inusitadas, verdadeiras obras de arte. É de sua autoria, por exemplo, a performance de enviar bouquets de flores para o espaço e lá fotografá-los.




Em meio à sua produção artística, uma série de instalações que admiro bastante consiste na incrustação de imensos arranjos florais em blocos translúcidos de gelo. Poucos se dão conta, mas se simplesmente congelarmos a água, obteremos peças turvas de gelo. Azuma Makoto valeu-se de sofisticados equipamentos industriais para congelar seus arranjos, de modo a obter gigantescos paralelepípedos com o maior nível de transparência possível.




Foi inspirado por estas fantásticas instalações que decidi congelar orquídeas em final de floração, utilizando uma técnica caseira e um tanto quanto improvisada. Após cultivar uma orquídea por anos até ver sua primeira floração, não tenho coragem de simplesmente cortar a flor para montar um arranjo. Espero até o final do processo, quando a flor já começa a dar indícios de que vai murchar, para só então retirá-la e congelá-la. É uma tentativa de conservar e prolongar sua beleza.




Durante os desfiles da temporada primavera/verão 2017 da Paris Fashion Week, Azuma Makoto uniu-se ao estilista belga Dries Van Noten para criar um ambiente de sonho e fantasia na passarela. 




As peças da coleção foram apresentadas por modelos que percorriam uma majestosa trajetória flanqueada por colunas de gelo, nas quais encontravam-se enclausurados belíssimos arranjos de flores, verdadeiras esculturas etéreas.




O artista floral viajou de Tóquio a Amsterdã, para escolher as espécies que fariam parte do desfile. Aproximadamente 100 variedades de flores, muitas delas raras, foram reunidas em 23 diferentes arranjos. Estes, por sua vez, foram remetidos à Bélgica, para serem congelados em uma fábrica especializada. De lá, finalmente, viajaram em caminhões refrigerados até Paris, onde abrilhantaram o desfile de Van Noten.




Na concepção de Azuma Makoto, as flores tornam-se ainda mais bonitas imersas nos cubos de gelo, à medida que interagem com a luz e as bolhas de ar. Mais do que simplesmente servirem como decoração, as esculturas de flores congeladas fazem parte do espetáculo, interagindo com as roupas e modelos, ao mesmo tempo em que os blocos de gelo gradualmente derretem na passarela.






Desfile da Dior - Um Milhão de Flores




Cinco grandes salões de uma elegante mansão parisiense foram o palco de um memorável desfile de moda da maison Dior. O evento marcou a estreia do estilista belga Raf Simons como diretor criativo da tradicional marca francesa, apresentando a coleção outono/inverno 2012.




Os aposentos da suntuosa residência tiveram suas paredes revestidas com um milhão de flores, dentre elas, rosas das mais diversas colorações, peônias, dálias, delfínios azuis e orquídeas brancas. Uma gigantesca operação de logística foi montada para que os salões pudessem abrigar tamanha variedade de flores frescas, a tempo do desfile.




Todo o processo começou três dias antes do evento. Do chão ao teto, as paredes do imóvel receberam uma camada de espuma floral umedecida. Paralelamente, um milhão de flores de corte começaram a ser pré selecionadas e separadas por aposento, madrugada adentro. Nas primeiras horas da manhã, rumaram ao casarão acondicionadas em diversos caminhões refrigerados.




A partir deste momento, iniciou-se uma corrida contra o tempo, com dezenas de artistas florais encarregados de distribuir estrategicamente as diferentes flores de acordo com o tema de cada salão. Apenas o processo de colocação das flores nas espumas florais demorou dois dias. Elas não foram simplesmente espetadas nos suportes, houve toda uma preparação da superfície com musgo, para um melhor acabamento.




Neste evento memorável, as flores não serviram apenas como decoração. O estilista Christian Dior tinha paixão por flores e jardins. Segundo o designer Raf Simons, que comandou o espetáculo, a decoração floral atuou como uma metáfora da coleção inteira das peças apresentadas, uma homenagem à 'Flower Woman' de Dior.




A seguir, as flores utilizadas em cada salão: 

Salon Bleu: Delfínios
Salon Dior: Peônias, Rosas, Zínias, Dálias, Campânulas, Achilleas (Mil Folhas)
Salon Jaune: Solidago (Tango)
Salon Blanc: Queen Anne’s Lace (Flor de Cenoura), Orquídeas, Pipettes
Salon Rouge: Orquídeas, Celósias, Rosas, Achilleas










Arte em vidro - Ovo de ouro


Escultura em vidro do artista plástico Jack Storms
Escultura em vidro do artista plástico Jack Storms

O vidro vem sendo manipulado e moldado pelo homem ao longo de milênios. Pequenas obras de arte em vidro já eram produzidas por civilizações que habitavam as regiões entre os rios Tigre e Eufrates, na antiga Mesopotâmia.

Após atravessar séculos marcando presença nas culturas egípcia, fenícia, grega e romana, a arte em vidro encontrou seu apogeu em meio aos canais da Sereníssima República de Veneza, Itália, já no século XVIII. A partir deste momento histórico, as esculturas em vidro de Murano ganharam o mundo todo e são, ainda hoje, referência de beleza, bom gosto e sofisticação.

As esculturas em vidro clássicas costumam ser obtidas a partir de grãos de areia fundidos sob altíssimas temperaturas. Na contramão desta tradição, vem ganhando espaço a técnica de esculpir o vidro a frio. Um dos mais renomados artistas especializados nesta arte é o californiano Jack Storms. 

As peças deste artista plástico nascem a partir de pequenos blocos de vidro, que são cuidadosamente cortados, laminados e lapidados à exaustão. Depois deste processo, os fragmentos são unidos com uma cola especial, completamente transparente, para então serem novamente cortados e lapidados. Todo o processo é realizado em temperatura ambiente, não há calor envolvido.

A construção destas peças não é aleatória. Jack Storms vale-se das relações estabelecidas pela sequência de Fibonacci, concebida pelo matemático italiano de mesmo nome, para dar vida e forma a cada uma de suas esculturas óticas. Devido à qualidade do material utilizado, geralmente o cristal ótico e o vidro dicroico, o resultado é uma obra de arte que extrapola as três dimensões, refletindo e refratando a luz em todas as direções, desmembrando-a em todos os componentes do espectro visível.

Dentre as inúmeras belíssimas esculturas em vidro criadas por Jack Storms, está o ViviOvo D´Oro, cuja foto ilustra este artigo. Trata-se de um hipnotizante ovo de cristal contendo fragmentos de ouro, ricamente esculpido e cujo interior foi milimetricamente lapidado. A peça foi batizada pela esposa do escultor, Vivian, que é brasileira.



Mini Samambaia Havaiana


Mini samambaia havaiana
Mini samambaia havaiana

As samambaias, também conhecidas como fetos, devido ao aspecto característico dos seus brotos em desenvolvimento, são plantas pteridófitas que habitam o planeta há centenas de milhões de anos. Registros fósseis já indicavam a presença de seus ancestrais durante o período Carbonífero. 

De tão antigas, as samambaias são reminiscentes de uma época em que as plantas ainda não sabiam produzir flores nem sementes. São plantas assexuadas, que se reproduzem através de esporos.

As samambaias já foram as estrelas da decoração de casas e jardins, principalmente durante as décadas de 1970 e 1980. Lembram, ainda hoje, os lares de nossas mães, tias e avós. Após terem caído em desuso durante algum tempo, estão voltando à cena nesta primeira década do novo milênio. Hoje, já é possível encontrar projetos assinados por renomados paisagistas e decoradores que incluem samambaias das mais diferentes espécies e tamanhos.

Neste contexto, eis que vem ganhando espaço uma simpática mini samambaia, ainda não muito conhecida do consumidor brasileiro. Trata-se da samambaia havaiana, pertencente à espécie Nephrolepis exaltata.

A mini samambaia havaiana surgiu a partir de uma mutação genética de uma variedade cultivada nos Estados Unidos, a samambaia de Boston. Ao contrário de suas primas frondosas e enormes, a samambaia havaiana é conhecida por seu porte compacto e felpudo. Esta miniatura de samambaia é perfeita para ser cultivada dentro de casas e apartamentos, até mesmo em escritórios com luz artificial.

Mini samambaia havaiana
Mini samambaia havaiana

O cultivo da mini samambaia havaiana é bastante tranquilo. Basicamente, esta planta cresce no mesmo ambiente em que nós, seres humanos, sentimo-nos confortáveis. Esta pequena samambaia gosta de locais sombreados, com uma luminosidade indireta, sem muito sol nem calor. Também não aprecia vento constante, o que a torna ideal para ser cultivada em interiores.

A rega da mini samambaia havaiana deve ser esporádica, apenas quando o vaso estiver leve, ou seja, seco. Esta planta aprecia uma boa umidade relativa do ar, mas não pode ficar encharcada por muito tempo. O solo precisa ser bem drenado, rico em material orgânico. É importante lembrar que, nos dias de hoje, não se cultivam mais samambaias em xaxim, uma vez que a planta que produz este material encontra-se sob risco de extinção. Um bom substrato para plantar samambaias deve conter partes iguais de terra comum, terra rica em material orgânico, como húmus e cascas de árvores, e areia.

A forma mais rápida de se reproduzir a mini samambaia havaiana é através da divisão do rizoma. A multiplicação através dos esporos é mais demorada e difícil de ser alcançada.  A preocupação que muitos têm é se a planta fica grande, com o tempo. Esta variedade, em particular, é miniaturizada geneticamente, o que significa que jamais ficará com as folhas enormes, pendentes, como as samambaias que costumamos observar.

Por ser uma planta de estimação, própria para conviver com todos dentro de ambientes internos, muitos se perguntam se a mini samambaia havaiana é tóxica quando ingerida. Embora existam pteridófitas tóxicas para crianças e pequenos animais, esta samambaia em especial não apresenta maiores riscos se ingerida acidentalmente. Claro que é sempre recomendável evitar estes incidentes.

Todas estas características tornam a mini samambaia havaiana ideal para a decoração de interiores, principalmente em espaços pequenos como apartamentos. Uma pequena escultura felpuda que vale a pena ter como companhia.

Cristal de chumbo - Leveza e sofisticação


Bombonière em cristal de chumbo
Bombonière em cristal de chumbo

É comum depararmo-nos com dúvidas a respeito das diferenças entre vidro, cristal e cristal de chumbo. Tecnicamente falando, o cristal é todo material constituído por átomos e moléculas altamente ordenados, com elevado grau de simetria, arranjados em uma estrutura cristalina. São exemplos clássicos de cristais o gelo, o quartzo e o diamante. Na verdade, a palavra cristal deriva do grego krustallos, que justamente pode significar gelo ou quartzo. 

O vidro, por sua vez, é um material sólido e amorfo, constituído basicamente por sílica, que é o dióxido de silício, presente na areia. Há ainda a adição de uma série de sais, em composições e concentrações variáveis. Uma vez fundidas e resfriadas, estas substâncias dão origem às peças delicadas e transparentes, que conhecemos como vidro. Esculpida e trabalhada, esta mistura vítrea pode dar origem a refinados utensílios e objetos de decoração, tais como aqueles forjados pelos venezianos de Murano.


Bombonière em cristal de chumbo
Bombonière em cristal de chumbo

Existem ainda as peças popularmente conhecidas como cristais, tais como taças, vasos e bombonières, que são, na realidade, vidro de alta qualidade e transparência. Não são cristais verdadeiros porque sua estrutura é amorfa e não cristalina. Ao vidro comum são adicionados sais metálicos, particularmente o óxido de chumbo, em concentrações que variam de 10 a 25%, que conferem à massa vítrea maior densidade, transparência e brilho. São estas características físico-químicas que distinguem os 'cristais vidros' dos vidros comuns, diferenças estas que refletem no valor final das peças.

Além disso, é justamente esta maior dureza e densidade do cristal que permitem que as paredes das taças e vasos produzidos com este material sejam mais finas, melhor polidas e lapidadas, produzindo assim o som musical característico ao serem tocadas.

Por fim, as peças em cristal de chumbo são aquelas produzidas com vidro de alta qualidade, matéria prima selecionada e em cuja composição entram os níveis máximos de óxido de chumbo, geralmente em concentrações ao redor de 25%. Como resultado, temos um material mais pesado, de maior densidade e transparência, que apresenta um brilho superior em relação ao vidro ou 'cristal vidro' comuns.

A bombonière em cristal de chumbo, que ilustra este artigo, foi um presente especial do casal Magali Rodrigues e Marcelo Bemquerer aos meus pais. Na ocasião, também ganhei um belíssimo livro sobre a orquídea Vanilla, que produz a baunilha.

Prateleiras com design minimalista


Prateleira TEEbooks modelo US
Prateleira TEEbooks modelo US

Foi com grande satisfação que, há alguns dias, fomos contactados pelo designer Yuri Dalle Carbonare, representante da empresa TEEbooks, especializada na produção de prateleiras com design minimalista e inspiração italiana.

Interessado no conteúdo do blog e, com base nos temas nele abordados, o Yuri gentilmente se propôs a nos enviar uma amostra dos produtos TEEbooks, a prateleira branca, modelo US, da foto acima. O móvel é confeccionado em uma chapa de aço com 2 mm de espessura, ao mesmo tempo leve e resistente, capaz de suportar até 15 kg, ideal para livros, CDs, DVDs e objetos de decoração. 

Além da proposta original da prateleira US, achei que seu design clean e elegante seria perfeito para sustentar vasos com os mais diversos tipos de plantas. No meu caso, acredito que será uma excelente forma de ornamentar paredes com vasos de orquídeas floridas.

Prateleira TEEbooks modelo US
Prateleira TEEbooks modelo US

A linha de produtos TEEbooks foi concebida pelo designer Mauro Canfori, em 2009. Totalmente produzida no Brasil, com design minimalista, a marca oferece vários modelos de prateleiras, para diversos ambientes, além de elegantes luminárias que se acoplam perfeitamente aos móveis.

Atuando desde 1978 nos ramos da arquitetura, cenografia e design de móveis, Mauro Canfori tem um brilhante histórico de projetos desenvolvidos em diferentes países, como Itália, França e Brasil. Já trabalhou em colaboração com importantes marcas e designers de fama internacional.

Prateleira TEEbooks modelo US
Prateleira TEEbooks modelo US

As prateleiras da TEEbooks podem ser encontradas em diferentes cores, modelos e tamanhos. Há opções para salas, quartos, escritórios, cozinhas e banheiros. 

As esculturas em vidro de Murano


Murano, arte esculpida em vidro
Murano, arte esculpida em vidro

As delicadas peças em vidro, conhecidas popularmente como muranos, começaram a ser produzidas durante o século XIII, em Veneza, Itália. Em um dado momento, os governantes da Serenissima Repubblica di Venezia, como era conhecida na época, decidiram ordenar que todos os vidreiros da região transferissem seus negócios para a ilha de Murano, na Lagoa de Veneza. O intuito era evitar um incêndio de grandes proporções, já que todas as edificações em Veneza eram construídas em madeira e o ofício de manipular e moldar o vidro requeria o trabalho permanente com o fogo. Extraoficialmente, o motivo de tal isolamento foi impedir que as técnicas secretas de arte em vidro caíssem no conhecimento público.

Este movimento acabou por tornar Murano mundialmente famosa por suas obras de arte moldadas em vidro. A técnica é artesanal, de modo que uma peça nunca é igual a outra. Isoladas na ilha, as famílias detentoras do conhecimento de produzir estas relíquias puderam proteger seus segredos, passando-os de geração em geração. A beleza do processo está no fato de as peças nascerem a partir de simples grãos de areia, de diferentes composições e colorações. Aquecidos a temperaturas de até 1.400º C, estes materiais fundem-se e transformam-se em vidro no estado líquido, que é manipulado, assoprado e esculpido até atingir a forma e cor desejadas, quando então é resfriado.

Inicialmente produzindo miçangas de cristal e espelhos, passando por candeeiros e lustres, Murano gradativamente galgou o posto de maior produtor de cristais da Europa. Atualmente, as imitações estão por toda a parte. Contudo, somente vidros e cristais produzidos na ilha de Murano, em Veneza, por artesãos certificados, podem receber esta denominação. 

Sempre que ia à Itália, por motivos de estudo e trabalho, acabava dando uma escapada para visitar Veneza. Não conheço muita coisa, pois sempre ia com pressa e sem dinheiro. Mas pude ter a felicidade de trazer algumas peças de vidro produzidas em Murano, como este peixe acima. Esta cor cerúlea, delicadamente mesclada ao vidro transparente, é chamada aquamarine, e é obtida através da adição de sais de cobre e cobalto aos cristais de silício. Trouxe este peixe de presente para minha mãe. Ele tem um primo esverdeado, que dei para minha avó.

O jardim secreto de Dior


Galeria dos Espelhos, no Palácio de Versailles
Galeria dos Espelhos, no Palácio de Versailles

Bem, na verdade, não tão secreto assim. Afinal, o cenário inspirador para esta belíssima peça publicitária da Maison Dior é simplesmente o Château de Versailles, por aqui conhecido como Palácio de Versalhes, a luxuosa residência da monarquia francesa, que teve Maria Antonieta como uma de suas últimas moradoras.

A Christian Dior criou uma série de vídeos centrados na temática Secret Garden, ambientados nas suntuosas instalações do castelo. O que trago hoje para vocês foi o primeiro deles e é o meu preferido. Ao som de Enjoy the Silence, do grupo britânico Depeche Mode, as modelos Daria Strokous, Melissa Stasiuk e Xiao Wen Ju percorrem a icônica Galerie des Glaces, Galeria dos Espelhos, um dos aposentos mais famosos e rebuscados de Versailles.

Através dos corredores, salões e jardins do palácio, as modelos apresentam a coleção Outono 2012 da maison. Um espetáculo de tirar o fôlego. Como bem lembrado em um trecho da trilha sonora, 'words are very unnecessary', palavras são realmente desnecessárias.




Tulipas vermelhas, gotas de sangue real


Tulipas vermelhas
Tulipas vermelhas

Há séculos, as flores vermelhas são admiradas por sua exclusividade e beleza. Particularmente, adoro orquídeas vermelhas. Mas rosas e tulipas encontram-se bem posicionadas na minha lista, sempre.

As clássicas tulipas vermelhas são frequentemente associadas à representação de um amor perfeito. Segundo uma antiga lenda turca, um príncipe chamado Farhad encontrava-se perdidamente apaixonado pela donzela Shirin. Ao descobrir que sua amada havia morrido, cavalgou desesperadamente em direção a um precipício, de onde despencou. Segundo este conto, cada gota de sangue real transformou-se em uma tulipa vermelha.

Esta flor de beleza incomum pertence à família Liliaceae, sendo originária de regiões da Eurásia e Norte da África. A tulipa é típica de terras que pertenceram ao antigo Império Persa, onde seu cultivo foi iniciado, ainda no décimo século. Foi uma flor bastante comercializada durante o Império Otomano, sendo até hoje presente na Turquia, como espécie nativa.

Com sua introdução na Europa Ocidental, via Amsterdam e Antuérpia, as tulipas espalharam-se pelo mundo, tornando-se uma febre entre os cultivadores. Durante o século XVII, tomou conta da Holanda a tulip mania, quando bubos de tulipas tornaram-se mercadorias valiosíssimas. Um único bulbo podia ser vendido por dez vezes o salário anual de um artesão experiente. O fato é que estes valores eram ilusórios, fruto de uma bolha que, fatalmente, acabou estourando e gerando uma grave crise financeira. Algo semelhante ocorre no mercado de orquídeas da espécie Cattleya walkeriana, atualmente.

Tulipas vermelhas
Tulipas vermelhas

Por ser uma planta originária de regiões mais frias, é bastante difícil cultivar a tulipa em solo brasileiro. A produção comercial ocorre a partir de bulbos trazidos da Holanda e mantidos em câmaras com temperatura controlada. A cidade de Holambra, no estado de São Paulo, é especialista no cultivo desta flor. 

Quando minha mãe ganhou estas tulipas vermelhas do meu irmão, Márcio Oyama, seguiu à risca as recomendações para conservar a flor por mais tempo. Colocou o vaso em um local bem ventilado, protegido do sol direto e adicionou pedras de gelo à terra, para amenizar o calor. E lá ficaram as tulipas, belas e floridas.

Após o término da floração, eu, muito esperto, resolvi desenterrar os bulbos, limpá-los e colocá-los na geladeira. Estava disposto a tentar fazê-los florescerem novamente. O fato é que me esqueci completamente dos coitados. Muito tempo depois, perguntei à minha mãe sobre o paradeiro dos bulbos de tulipa e ela informou-me que haviam passado desta para melhor, em um passado já distante. Ali terminou mais um experimento desastroso no apê.

Decorando a estação de trabalho


Estação de trabalho minimalista
Estação de trabalho minimalista

Nos últimos meses, venho comandando uma cruzada contra o entulhamento em meu quarto que, por sinal, também é meu estúdio fotográfico, meu escritório de produção e cenário para filmagens. Tudo muito tosco, mas funciona, por incrível que pareça. Já foi pior, na época em que inventei de cultivar quarenta orquídeas no parapeito da janela.

Neste contexto, tratei de desfazer-me do maior número possível de móveis, equipamentos e objetos decorativos do quarto. O resultado final pretendo mostrar oportunamente. Por ora, gostaria de apresentar minha workstation minimalizada, a estação de trabalho onde passo a maior parte do dia, adornada apenas com uma orquídea amarela. É interessante como a presença de poucos elementos funcionais dão conta de todas as tarefas antes exercidas por um batalhão de equipamentos. Aboli o teclado, o mouse, o monitor de tela panorâmica e um número desesperador de cabos emaranhados, alguns inclusive com vida própria.

A paz que tenho sentido após a limpeza é indescritível. Acredito, inclusive, que penso com mais clareza, tenho melhores ideias e escrevo de forma mais inspirada. Avento a hipótese de que a bagunça e o entulhamento do ambiente que nos cerca acabem afetando a forma como pensamos, bem como nosso emocional. Para que vocês tenham uma ideia, mostro abaixo como era a decoração da estação de trabalho, há alguns meses.

Antiga estação de trabalho
Antiga estação de trabalho

Devo confessar que gostava deste tipo de configuração, algo no estilo ostentação, em que tudo fica à mostra. Também acho mais confortável manusear o mouse óptico e o teclado maior, independente. Como estou ficando velhinho, o monitor espalhafatoso ajuda a enxergar melhor certos detalhes, principalmente na hora de editar as imagens.

Just in case, ainda guardo os equipamentos sobressalentes. Mas agora que estou mais acostumado com a nova configuração, acho bastante difícil mudar de ideia e retornar ao ambiente de trabalho antigo.

Na versão minimalista da workstation, algumas coisas não saíram como o esperado. Pretendia colocar o vaso de uma mini-orquídea, planta de pequeno porte e flores igualmente mais discretas. A Cattleya híbrida amarela e vermelha, que aparece adornando a mesa, foi comprada como uma mini-orquídea. Mas acho que esqueceu-se de sua origem e cresceu descontroladamente. Está enorme e quase não coube no cenário para a foto. Ainda assim, fiz questão de mantê-la, já que para mim é indispensável ter a companhia destas criaturas belas e inspiradoras.

Além das orquídeas, acho perfeita a inclusão de plantas como a mini samambaia, calandiva, begônia e lírio da paz. São sugestões que costumo dar para quem deseja manter plantas em apartamento.

Também não abro mão de um ambiente perfumado, muito embora eu sinta cada vez menos o cheiro exalado por este aromatizador caseiro.

Aos poucos, vou aprimorando esta decoração minimalista e mostro o andamento do processo para vocês aqui no blog.

Beleza além das orquídeas


Beleza no Apê
Beleza no Apê

Oi, Pessoal! Sejam todos muito bem-vindos a este novo espaço virtual. Ao longo dos anos escrevendo o blog Orquídeas no Apê, onde venho compartilhando fotos e informações das orquídeas que cultivo aqui no apartamento, eu tenho sentido a necessidade de abordar outros assuntos, relacionados ao meu cotidiano, que não se encaixam exatamente no assunto orquidofilia.

Neste sentido, decidi concentrar esta miscelânea de interesses em um novo blog, que batizei de Beleza no Apê. Aqui, pretendo falar de temas mais variados, que passearão pela decoração, acessórios, moda, minimalismo, maquiagem, outras flores e plantas, perfumes, entre outros. Enfim, uma salada de tudo o que não posso abordar no Orquídeas. Devo salientar que são temas que não domino e nos quais não sou especialista, apenas fascinado por tudo o que diz respeito à beleza e estética.

Imagino que, ao longo desta nova jornada, descobrirei aos poucos o que mais interessa aos leitores e os assuntos com os quais me sinto mais confortável ao escrever. Conto com a companhia e apoio de todos e, desde já, agradeço imensamente pela visita!